quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

ENCERRANDO 2020 COM MAIS PREMIAÇÕES


A Microdestilaria Hof manteve sua tradição de submeter seus produtos à avaliações em concursos  nacionais e internacionais de qualidade, como forma de confirmar a manutenção de sua alta qualidade nos produtos correntes e novos. Tem sido assim, desde a premiação com uma Medalha de Ouro no renomado Councours Mondial de Bruxxelles em 2014 e recorrentemente os produtos tem  ganho medalhas e reconhecimentos a nivel mundial.

O ápice foi em 2018, quando seu recém lançado na época gin Minna Marie recebeu medalha de Duplo-Ouro justamente no concurso de Bruxellas, versão Brasil.


CONCURSO EXPOCACHAÇA 2020
Concurso anual e nacional da Cachaça, bebidas mistas e outros destilados produzidos no Brasil – 2020
De 19 a 22 de novembro, aconteceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, a 30ª Expocachaça em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, a maior e mais importante e conceituada vitrine mundial da cadeia produtiva e de valor da cachaça, no formato consagrado B2B-FEIRA e B2C-FESTIVAL. Um evento que nasceu em Minas Gerais em 1998, a 21 anos e ganhou a liderança no Brasil e visibilidade mundial.

A Expocachaça foi a principal responsável pela visibilidade atingida e pelo status de destilado nobre, dando promoção e divulgação à bebida nos mercados interno e externo.

Nosso dry gin Boxxer recebeu Medalha de Prata no concurso.


CNVD 2020 – CONCURSO DE VINHOS E DESTILADOS DO BRASIL
Aconteceu no BOURBON ATIBAIA RESORT, a 19º edição do CNVD – CONCURSO NACIONAL DE VINHOS E DESTILADOS DO BRASIL. O evento que há quase duas décadas é realizado anualmente pela REVISTA VINHO MAGAZINE, segue as normas e critérios estabelecidos pelos mais conceituados concursos internacionais para premiar o que há de melhor da produção de bebidas no país.

Em sua 19ª edição, o Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil assume seu papel de valorizar o produto brasileiro e oferecer orientação segura ao consumidor

Um júri de profissionais especializados composto por jornalistas, enólogos, sommeliers e enófilos, avaliou durante três dias consecutivos, mais de 420 amostras, das quais 120 foram vinhos – espumantes, brancos, roses e tintos – mais 300 destilados, entre cachaças e variações com gins, vodkas, runs, licores, entre outros.

Os testes, sempre realizados às cegas – sem visualização da garrafa ou rótulo -, garantiram a total imparcialidade dos jurados durante a avaliação.  Todos os protocolos de segurança e regras de distanciamento social, estabelecidos pelos órgãos competentes em decorrência da COVID-19, foram adotados e seguidos à risca durante todo o processo de análise das bebidas.

O critério de premiação laureia até 30% das amostras inscritas com medalhas nas seguintes categorias:

DUPLO OURO – 96 a 100 pontos
OURO – 91 a  a 95 pontos
PRATA – 85 a 90 pontos

Boxxer Dry Gin - Ouro
Vodka Nuvvus - Prata

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

DESTILAÇÃO POT STILL: COMO O POT STILL FUNCIONA


Baseado em um texto de Matt Strickland em 8 de dezembro de 2019

Hora de um experimento mental: uma máquina do tempo foi construída e trazemos de volta um alambique famoso utilizado originalmente por John Jameson para destilar seus primeiros whiskies. Obviamente, estes equipamentos ainda devem destilar um pouco de uísque atualmente, talvez em uma destilaria artesanal local. Você acha que eles poderiam ainda fazer isso hoje? A resposta é "muito provável" e eles provavelmente poderiam fazê-lo sem muita dificuldade.

O motivo é que, apesar da proliferação de smartphones, engenharia genética e colocação de pessoas no espaço, a espécie humana não modificou significativamente a tecnologia de destilação em alambiques de cobre. Exceto pela destilação contínua inventada ainda no final da década de 1700, o design básico dos alambiques “pot still” usados por tantos destiladores em todo o mundo seria bastante reconhecível pelos destiladores de séculos atrás.

POT STILL

Os alambiques do tipo pot still ainda são usados atualmente para criar muitos dos grandes estilos espirituais do mundo, como uísque de malte simples, conhaque, muito rum, cachaça, gins, a maioria dos mezcal e até para finalizar vodka. Por outro lado, grandes alambiques de colunas industriais produzem a maior parte do álcool produzido na Terra. Mas o pot still rudimentarmente confiável ainda permanece rei em muitos círculos importantes.

Os alambiques de cobre “pot still” formam a base da destilação em lote. Isso significa que uma quantidade especificada de líquido entra na panela e é destilada em espírito. Em seguida, os restos de resíduos são despejados fora, os alambiques então são limpos e todo o processo recomeça. Isso contrasta com a destilação contínua que é ... bem, contínua, mas isso é outra história.

A função do pot still começa adequadamente dentro do pote. A panela é a grande base em forma de banheira à qual o restante dos componentes se liga. É aqui que o líquido a ser destilado inicia sua jornada transformadora. A panela pode ser aquecida por vários meios. Isso inclui uma jaqueta de vapor que reveste as paredes externas da panela (“banho maria”) ou até uma bobina de vapor dentro da própria panela. Tradicionalmente, uma chama direta de um queimador é colocada embaixo da panela. Isso é comum na produção de conhaque e alguns destiladores escoceses mantêm esse método.

QUEBRANDO AS PEÇAS

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À medida que o líquido esquenta, elementos mais voláteis começam a vaporizar e a subir em direção ao pescoço do alambique. O pescoço - ocasionalmente chamado de “pescoço de cisne” devido à sua aparência às vezes ligeiramente aviária - pode ser precedido por uma estrutura bulbosa chamada “cebola” ou “ogee”. A “cebola” fornece mais área de superfície para os vapores interagirem com o cobre. Também tem o hábito de fazer com que uma fração dos vapores se condense prematuramente e volte a cair na panela. Este refluxo reduz a quantidade de sabor e aroma mais pesados no espírito e produz um destilado mais limpo.

Encontrado na parte superior do pescoço em alguns alambiques está um dispositivo chamado “dephlegmator”. Este é um dispositivo de resfriamento simples usado para condensar os vapores de volta à panela e aumentar a quantidade de refluxo no interior da panela do alambique. Do pescoço, os vapores viajam para o braço “lyne”, um tubo horizontal que conecta o pescoço ao condensador.

DO VAPOR PARA LÍQUIDO

Quando os vapores quentes chegam ao condensador, encontram uma serpentina ou tubos de cobre frios. O condensador é resfriado por um líquido refrigerante (geralmente água) que entra no condensador a partir do fundo e capta calor dos vapores destilados quentes que entram na parte superior do condensador. O líquido de refrigeração absorve esse excesso de calor e sai da parte superior do condensador. Os vapores agora resfriados são condensados na forma líquida e entram no cofre ou “psitacídeo”, um receptáculo usado para medir os níveis de álcool na saída do espírito que está sendo destilado.

Com pequenos avanços mecânicos à parte, os componentes descritos acima têm sido utilizados na destilação por gerações. Melhorias no design do pote ainda têm sido iterativas, na melhor das hipóteses, e há uma boa razão para isso: os alambiques do pote fazem bom humor com bastante facilidade. Não mexa no sucesso como eles dizem. Então, da próxima vez que você visitar sua destilaria artesanal local, dê uma olhada de perto no destilador. Você provavelmente verá a maioria, senão todos os componentes mencionados aqui em ação. E se não, pergunte a eles sobre isso. Os destiladores adoram falar sobre seus equipamentos.


sexta-feira, 24 de julho de 2020

HOF uma das mais inovadoras destilaria do Brasil

A HOF, foi fundada em 2004 e ganhou rapidamente a reputação de produzir alguns dos melhores licores e destilados artesanais, usando apenas os melhores ingredientes. Nossa destilaria em Serra Negra usa técnicas antigas de mistura e destilação para formular licores e destilados suaves e deliciosos.

Enquanto nossos licores são perfeitos para beber direto ou com gelo, sabemos que podem ser misturados com ingredientes frescos para fazer alguns dos melhores e mais refrescantes coquetéis. Nós destilamos artesanalmente em pequenos lotes usando alambiques de cobre tradicionais. Nosso objetivo é simplesmente produzir os melhores e mais autênticos espíritos premium, com real personalidade.
Usamos fogo direto e destilamos lentamente para prolongar a interação com os alambiques de cobre. Na HOF, acreditamos que o espírito precisa de muito contato com o cobre durante a destilação, para reter os elementos mais pesados do destilado e produzir um destilado mais leve. Nossos dois alambiques de cobre, foram projetados de acordo com nossas instruções específicas para maximizar o contato de cobre.

Escolhemos aquecer com fogo direto, ao invés de vapor, da maneira tradicional. Isso permite um cozimento lento, mas poderoso para um espírito mais encorpado com uma profundidade de sabor. As destilações ocorrem em nosso alambique de 150 litros ou no de 200 litros com deflegmador, de acordo com a bebida a ser destilada. O destilado é coletado em três estágios ou "cortes" chamados de cabeça, coração e cauda. Apenas o coração, que tem um teor alcoólico de aproximadamente 70%, é retido para a maturação e a cabeça e a cauda são recicladas no próximo lote de vinhos baixos.

Na Hof, utilizamos cuidadosamente os melhores tonéis de carvalho americano, francês e acácia importados dos EUA e da Europa. Usamos uma variedade de tipos de barril, pois isso permite flexibilidade para criar um sabor único a ser produzido. Às vezes, barris menores são usados para que a bebida tenha mais contato com a madeira e cria um perfil de sabor diferente. Outras vezes dornas grandes de 1.000 litros de jequitibá-rosa (árvore símbolo do estado de São Paulo) são utilizadas para bebidas apenas serem amaciadas e sem coloração acentuada.

Temos o orgulho de dizer que trabalhamos preferencialmente com uma tanoaria especializada, que nos fornece todos os barris, verifica os barris mais antigos e os repara, re-carboniza quando necessário. Esta habilidade há muito estabelecida, embora rara, é algo que acreditamos ser a chave para casar nosso espírito cuidadosamente elaborado com o melhor carvalho e outras madeiras para garantir o melhor destilado de qualidade.O resultado é uma cor distinta e uma variedade de sabores.

Clima de Serra Negra

O clima de Serra Negra (Cidade Saúde) tem um impacto positivo em nossa maturação. As temperaturas em nossa destilaria durante o verão permitem que o espírito extraia o sabor do carvalho em um ritmo mais rápido. As temperaturas mais frias no inverno permitem que o espírito empurre de volta o verdadeiro sabor do barril para o líquido.

Estamos sempre ansiosos para inovar e ultrapassar os limites do que é possível. Ao mesmo tempo, estamos empenhados em inovar e ampliar as fronteiras do que é possível dentro da arte de fazer bebidas. Estamos constantemente criando novos e excitantes acabamentos para futuras edições especiais e lançamentos únicos. Apenas a melhor dessas inovações é lançada.

Experiência em destilaria e degustação


Experimente conhecer a destilaria artesanal mais inovadora de São Paulo com um tour guiado inesquecível e degustação de nossas premiadas bebidas.

A experiência começa com um tour pelas instalações, onde você aprenderá sobre a rica história da destilação e sobre a nossa fascinante história. Depois de conhecer os ingredientes utilizados na fabricação de nossas bebidas, você entra na destilaria para ver todo o equipamento de destilação que usamos para fazer nossa linha exclusiva de bebidas alcoólicas, bem como na sala de barris, onde as bebidas são envelhecidas. Voltando ao lounge, você poderá desfrutar de uma degustação da nossa gama de bebidas espirituosas e eventualmente adquirir algum produto diretamente. As excursões durante o horário comercial são gratuitas e podem acomodar até 25 pessoas por passeio.

Espíritos de luxo estilizados pela natureza

Infundido, não aromatizado artificialmente. Inspirado em viagens exóticas, não em pesquisa de mercado. Feito por natureza, não ciência. O verdadeiro sabor da natureza.

Nós convidamos você a celebrar a simples perfeição e prazeres naturais de uma bebida verdadeiramente incrível e momentos mágicos para recordar. Se não for HOF, não é uma verdadeira infusão.

A primeira e única infusão engarrafada verdadeira

Infundir ou infusionar é a arte de combinar nossos próprios espíritos ultra-premium com frutas frescas, frutas secas, especiarias em um processo que é parte arte, parte mágica da natureza.

Variações desse processo têm sido transmitidas através de gerações em culturas ao redor do mundo, cada uma descobrindo diferentes métodos e segredos que ajudam frutas e especiarias a emprestar seu sabor e cor aos espíritos, enquanto os espíritos possuem o corpo da fruta.

Cada garrafa contém frutas cujo sabor, cor e forma é tão raro e único quanto a região de onde vem. Extrair o sabor natural dessa fruta é uma habilidade comparável à de um produtor de vinho. Nossos especialistas em infusões refinaram seus próprios métodos meticulosos de casar frutas e sucos com espíritos Ultra-Premium para criar uma infusão perfeita e um coquetel perfeito.

Infusão - A arte magistral de harmonizar frutos perfeitamente maduros com espíritos ultra-premium através de um processo delicado, hábil e oportuno. Um elemento da fruta é introduzido de cada vez para revelar a verdadeira essência da fruta no momento de pico para criar um coquetel de perfeição sem sabores ou cores falsas.

sábado, 18 de julho de 2020

DESTILAÇÃO PERSONALIZADA

DESTILAÇÃO PERSONALIZADA
Marcas Personalizadas

O projeto da destilaria HOF teve início em 2004 inspirada no “boom” das microdestilarias americanas e europeias. Ganhou rapidamente a reputação de produzir alguns dos melhores destilados, usando apenas os melhores ingredientes.

A HOF colabora com diversos tipos de proprietários de marcas espirituosas, desde o desenvolvimento completo da receita até a simples execução de um projeto. Com algumas parcerias com marcas de todo o Brasil a HOF está bem posicionada para ajudá-lo a criar o seu produto dos sonhos e a movê-lo do conceito para a satisfação de garrafas e pedidos de compra.

Desenvolvimento de Receitas, Destilação, Engarrafamento, Envelhecimento / Armazenamento.
Com alguns dos mais tradicionais equipamentos de produção do setor e experiência incomparável, traduzida por inúmeros prêmios nacionais e internacionais, oferecemos aos clientes tudo o que eles precisam para dar vida a um projeto espiritual.

Pequenas bateladas, “copper pot distilation”, fogo direto, cortes perfeitos, produção tradicional, como era antigamente.

Entre em contato conosco abaixo se desejar obter informações sobre nossos serviços de destilação personalizados.
(11) 99547-3334
hof@microdestilariahof.com.br

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Mudando de assunto: Hard Seltzer


João Carlos Pinheiro, ou Tuty, como é chamado pelos amigos e pela família, é um Enófilo estudioso e Barista. Teve a oportunidade de expandir seus conhecimentos nos principais polos produtores do mundo. Tuty dá aulas, palestras e organiza almoços ou jantares harmonizados e outros eventos.

Dois fenômenos vêm chamando a atenção: o retorno, com muita força, do Gin e seus drinques famosos e a novidade, típica da geração mais nova, as águas gasosas alcoolizadas, ou Hard Seltzer.

Gin é um nome derivado de Genebra, uma antiquíssima bebida produzida na Bélgica e Holanda. Um destilado de infusões de ervas, a principal delas, o Junípero.

Na Idade Média era um remédio, muito usado no tratamento de artrites (Gota) e disfunções digestivas. Somente era produzido nas antigas boticas.

Quando consumido em grandes quantidades, provocava uma temporária valentia na maioria dos covardes. Na língua inglesa ainda é usada a expressão “Dutch Courage” (coragem holandesa) para designar a necessidade de diminuir temores, principalmente nos soldados em tempos de guerra.

Esta bebida se popularizou na Inglaterra em meados do século XVII. Aconteceu, inclusive, uma Gin mania que obrigou, ao Parlamento, aprovar diversas leis na tentativa, frustrada, de controlar um consumo considerado desenfreado.

O Gin sempre foi a primeira escolha entre os soldados e os que foram colonizar outras terras. Sua associação com o Quinino, medicação para combate a Malária, foi a base para criar um dos mais famosos coquetéis: o Gin Tônica. Desta forma, o amargor se tornava palatável.

Nos tempos atuais há um certo clima de nostalgia ao serem revividos e modernizados alguns drinques como o Dry Martini, Gimlet, Tom Collins e Moscow Mule.

Nunca se sacudiu (shaken) ou se misturou (stirred) tanto como agora…

Os Hard Seltzer são bebidas de hoje. Modernas, dinâmicas, pouco alcoólicas, baratas, baixa calorias e fáceis de serem consumidas. Praticamente criadas para atender a um público jovem.

Começou a despontar em 2016, nos EUA. Basicamente uma mistura de água gaseificada e algum tipo de fruta, erva ou extrato aromático. Podem ser fermentadas para se obter algum teor alcoólico ou acrescida de um destilado.

Embaladas em latinhas ou garrafas one way, lembram muito as cervejas. A maioria dos grupos cervejeiros já estão com suas marcas nos grandes pontos de venda.

Chegaram ao Brasil recentemente. Algumas marcas já estão bem posicionadas e nomes, como a da gigante Ambev, disputam um pedaço deste promissor mercado.

Gim tônica em lata: saborosa, prática e sustentável | ederepente50A GINTA, é um player recente. Com apenas dois anos de vida, foi criada a partir das ideias de três jovens empreendedores e um apaixonado por drinques, o ítalo-carioca Nicola Bara.

Muita pesquisa, muita experimentação para, finalmente, chegarem a uma fórmula única que “representasse a nossa verdadeira essência”. A bebida foi desenvolvida pelo mixólogo e bartender Nicola Bara – ganhador da etapa brasileira do concurso Most Imaginative Bartender (MIB), da marca Bombay Sapphire, e finalista do prêmio Chivas Masters 2018. Pronta para consumo, a lata mistura gim artesanal com a Microdestilaria Hof e tônicas aromatizadas naturalmente.

O carro chefe é uma clássica versão para o Gin Tônica, composta com limão Siciliano, Tangerina e Laranja. Duas outras misturas estão disponíveis: uma com frutos vermelhos, a Berries, e outra com mel e Gengibre.

Novas latinhas estão a caminho.

Nossa equipe de degustadores provou e aprovou.

Para compras on-line, acesse: https://www.loja.ginta.com.br/
Há diversas opções de kits, material de coquetelaria e informações sobre preparos diversos.
Na página de contatos há oportunidades de negócios para os que querem empreender em suas cidades: http://ginta.com.br/contato.html

Imperdível!
Saúde e bons Drinques…

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Gin OLD TOM

Old Tom Gin (ou Tom Gin ou Old Tom) é uma receita de gin popular na Inglaterra do século XVIII. Nos tempos modernos, tornou-se mais raro, mas ressurgiu mais recentemente no movimento "Craft Cocktail". É um pouco mais doce que o London Dry, mas um pouco mais seco que o holandês Jenever.

O nome Old Tom Gin supostamente veio de placas de madeira em forma de gato preto (um "Old Tom") montado na parede externa de alguns bares acima de uma passarela pública na Inglaterra do século XVIII. Devido à mania do gim, o governo britânico tentou conter o fluxo de gim com impostos e licenças proibitivos, o que levou a cena ao submundo. Sob o sinal da pata do gato, havia um slot para colocar dinheiro e um tubo de chumbo. Do tubo, vinha uma dose de gim derramada pelo barman dentro do pub.

O antigo Tom Gin foi fabricado sob licença por uma variedade de destiladores em todo o mundo; no entanto, um foi relançado recentemente pela destilaria de Hayman com base em uma receita original. Desde então, várias outras empresas seguiram o exemplo, como: Booth's; Secret Treasures; The Liberty Distillery; Tanqueray; Langley's; Jensens; Ransom; Master of Malt; The Dorchester Hotel and The London Distillery Company Ltd.

O velho Tom Gin é especificado para o coquetel de Jerry Thomas, chamado Martinez, em seu Guia do garçom de 1887, Como misturar todos os tipos de bebidas simples e sofisticadas. O primeiro registro dele sendo usado no coquetel de Tom Collins foi o livro de 1891, The Flowing Bowl: When and What to Drink.

Desde o final do século 18, o gin tornou-se conhecido principalmente como "Old Tom Gin". Isso foi adoçado principalmente pelo surgimento de açúcar das colônias britânicas, a fim de branquear o gin moderadamente produzido ou adular o paladar doce. No entanto, com o desenvolvimento da destilação contínua na primeira metade do século XIX, a pureza do álcool melhorou e se tornou uma porcentagem maior. Isso levou a um aroma melhor, mas também ao fato de que o adoçante poderia ser reduzido ou desnecessário. Juntamente com o Old Tom Gin, o "Dry Gin" produzido em paralelo se desenvolveu dessa maneira. Para distingui-lo, a adição "sem adição de açúcar" era frequentemente adicionada, bem como o nome "Londres" como indicação de origem - nasceu o "Dry Gin" ou "London Dry Gin".

Ao mesmo tempo, os "Gin Palaces" se desenvolveram na Inglaterra a partir da década de 1820 como sucessores das antigas lojas de gin - uma mistura de loja e bar, generosamente mobiliada com madeira artisticamente projetada, bela iluminação de vidro e gás, que mais tarde se tornou o modelo para os bares vitorianos. Aqui, o mais tardar, a embriaguez descontrolada se tornou uma espécie de ocasião social. Além disso, como mais tarde nos novos bares, com base nos EUA, a arte de boas bebidas se desenvolveu.

No Brasil a primeira destilaria a lançar um “Old Tom”, foi a pequena Microdestilaria Hof de Serra Negra, que desde meados de 2019 suprindo uma lacuna no mercado brasileiro, lançou o gin Boxxer Old Tom. Ainda que lá fora, a versão Old Tom seja comum e parte do leque de ofertas de muitos produtores, no Brasil este tipo de gin não tem sido foco de atenção. Como a HOF considera que nesta versão, mais seca e floral, alguma doçura faria muito bem ao paladar brasileiro, desenvolveu esta versão, aliada a uma tonalidade azulada para se destacar em coquetéis e nas prateleiras.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

ALMA PAULISTA - Um blend de cachaças de alambique

ALMA PAULISTA CACHAÇA DA HOF MICRODESTILARIA.
escrito por Álvaro Cézar Galvão 29 de junho de 2020

Lançamento-Alma Paulista mais uma cachaça da Hof microdestilaria. A Hof tem produtos muito bons, elaborados com cuidado e boa técnica. Mas antes, vamos relembrar sobre a cachaça.

A definição de cachaça, veja mais aqui consta da legislação e é a seguinte: Produto alcoólico obtido a partir da destilação do caldo de cana fermentado, devendo apresentar teor alcoólico entre 38% e 48 % de álcool. Por sua forma de produção, pode ser dividida em dois grupos: de alambique e industrializada.

Muita gente confunde a cachaça com aguardente, mas não são sinônimos, pois aguardente é definida assim: é a bebida fermentada com graduação alcoólica de 38% a 54% em volume a 20ºC, obtida pela fermentação do mosto da cana-de-açúcar.

Aguardente pode ter adição de açúcar até 6g/l. De 6g/l até 30g/l o produto deverá ter em sua denominação a expressão “adoçada”.

Outra confusão é que destilaria é onde se destila qualquer bebida alcoólica, e alambique é, na verdade, a estrutura de cobre onde é feita a destilação. O cobre favorece a qualidade da bebida, atuando como catalisador de importantes reações que ocorrem durante a destilação.

O caldo de cana-de-açúcar produzido pela levedura durante a fermentação é rico em componentes nocivos à saúde, como os aldeídos, ácidos, bagaços e bactérias, mas possui baixa concentração alcóolica. Para aumentar a graduação utiliza-se ferver este caldo dentro de um alambique de cobre, produzindo vapores que são condensados por resfriamento e apresentam, assim, grande quantidade de álcool etílico.

Cerca de 80% do destilado total é a cachaça propriamente dita, chamada também de cachaça do “coração” ou “do meio”. As primeiras e as últimas porções saídas da bica do alambique devem ser separadas, eliminadas ou recicladas, por causa das toxinas. São elas:

  • Cabeça – com 5% a 10% do destilado total, contém a maior parte do etanol e parte dos aldeídos e álcoois superiores;
  • Cauda ou Água Fraca – corresponde aos cerca de 10% a 15% finais do destilado total. Contém ácidos voláteis e parte dos álcoois superiores, entre outros.

A prática artesanal recomenda o emprego de alambiques com panelas de capacidade igual ou inferior a 2.000 litros, com volume útil correspondente a 75% desse valor.

O envelhecimento é a etapa final da elaboração da cachaça artesanal. Esse processo aprimora a qualidade sensorial das bebidas nobres. A estocagem é feita, preferencialmente, em barris de madeira, onde ainda acontecem reações químicas. Existem madeiras neutras que não alteram a cor da cachaça e nem auferem aromas e paladar.

Também há as que interagem com o destilado conferindo tons, aromas e paladares. Cada uma dá um toque especial, deixando a cachaça mais ou menos suave, adocicada e perfumada, dependendo do tempo de envelhecimento.

No caso da Alma Paulista, autêntica “cachaça de alambique”, é bidestilada em alambique de cobre, como manda o bom figurino.  Além disto, é executado um blend(mistura, adição) com uma cachaça monodestilada para garantir o sabor desejável da própria cana de açúcar. Após isto, estagia em tonel de Jequitibá-Rosa por alguns meses, conferindo leve tom palha e sutil aroma amadeirado.

Minhas impressões: visual claro, brilhante, com certa untuosidade percebida pelas lágrimas no copo. Quanto aos aromas, vi complexidade, lembrando um frutado, especiarias e sutil amadeirado, com álcool suave e elegante equilíbrio.

Palato mais para o adocicado lembrando cana, acidez leve, boa intensidade, longa persistência, agradável do começo ao final de boca.

A Alma Paulista estará já à venda, e para saber mais, entre em contato com:
Hof microdestilaria
hof@microdestilariahof.com.br
http://divinoguia.com.br/alma-paulista-cachaca/

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Os produtores de cachaça mais inovadores de 2019

Depois de beber muita cachaça boa em 2019, decidimos fazer uma retrospectiva e destacar aquelas que chamaram a atenção por trazerem inovação. Confira os produtores de cachaça mais inovadores do ano (Mapa da Cachaça).

Alerta: é bom começar esse artigo dizendo que não fizemos um ranking das melhores cachaças de 2019 – tem muita coisa incrível que degustamos e não vamos abordar agora. O objetivo dessa lista é destacar os produtores de cachaça que mais inovaram em 2019.

A nossa seleção abaixo inclusive traz cachaças de diferentes estilos, preços, conceitos, seria injusto classifica-las por mérito de qualidade, o nosso termômetro é agora outro. Nós queremos falar quais foram os produtores que fugiram do lugar comum e trouxeram novidades que vão impulsionar a categoria como um todo.

O objetivo dessa publicação é destacar a inovação no mercado de cachaça, sem a pretensão de julgar qual a melhor, mas com a vontade de mostrar as novas fronteiras exploradas pelos produtores – seja na forma como estão produzindo suas cachaças ou como as posicionam no mercado.

Acreditamos que essa busca por “fugir do padrão” é causada por uma série de fatores, entre eles:
  • os avanços tecnológicos em todas as etapas de produção,
  • a facilidade de adquirir barris e dornas de madeiras distintas (inclusive com tostas),
  • a aproximação dos produtores de cachaça com outras categorias de destilados como gin, rum e whiskey,
  • a profissionalização e maior reconhecimento de figuras ligadas ao processo de produção, como o mestre de alambique e o master blender (mestre de adega),
  • os avanços da coquetelaria com cachaça,
  • e um entendimento do mercado produtor da necessidade de investir em marketing.

Então vamos aos produtores mais inovadores de 2019:

11. ARBÓREA CARVALHO E MAPLE
Cachaça Arbórea - Várias


10. PARDIN OLOROSO: POWER TO THE MASTER BLENDER
Cachaça Pardin Oloroso

9. GOUVEIA BRASIL: AGUARDENTE 54%
Gouveia Brasil Aguardente 54%

8. RTD DA DESTILARIA HOF: RABO DE GALO ENGARRAFADO
Rabo de Galo Engarrafado da Hof

RTD é a sigla para ready to drink, ou traduzindo: pronto para beber. Essas são bebidas engarrafadas em vidro, bag n box ou latinhas que já vem prontas para consumo, basta refrigerar e colocar num copo (algumas nem precisando de gelo) ou tomar diretamente da embalagem.

De acordo com o ForMarkets, o mercado global de RTD tem a previsão de atingir $17.67 bilhões até 2025, com um crescimento de 7.2% de 2018 a 2025.

A modalidade não é nova no mundo das bebidas alcoólicas, mas vem se popularizando entre os chamados produtores artesanais, e a tendência é crescer ainda mais. A estimativa é um crescimento global de 3.32% de 2019 a 2027 no segmento alcoólico.

Além da comodidade, os RTD permitem aos consumidores a escolha, tanto em termos de variedade de novos produtos inovadores, quanto a opção de consumir bebidas mais saudáveis, com teor alcoólico mais baixo, menos quantidade de calorias e menores volumes.

Entre a RTD lançadas nesse ano no mundo da cachaça a que mais chamou atenção dos editores do Mapa da Cachaça foi o Rabo de Galo da destilaria Hof. Fugindo de buscar uma solução engarrafada para a tradicional caipirinha, os produtores de Serra Negra decidiram criar sua versão RTD do clássico coquetel brasileiro que leva vermute e cachaça.

7. SEBASTIANA, ÁGUA DE ARCANJO, WERNECK: A UNIÃO FEZ A FORÇA NO CANADÁ

6. TIARA BARRIL ÚNICO NA CASA COR
Cachaça Tiara Barril Único


5. PRINCESA ISABEL CANA CAIANA, ESCOLA VARIETAL
Princesa Isabel Cana Caiana

4. NOVO FOGO – PROJETO UN-ENDANGER: SALVANDO ÁRVORES DA EXTINÇÃO

3. PIRAJÁ SANTO GRAU – BLEND COLABORATIVO 2019
Garrafa Pirajá 2019 - Cachaça Colaborativa

2. ENGENHO D’OURO A VÁCUO
Cachaça Engenho D'Ouro Vácuo

1. SANTA TEREZINHA KRAFT
Cachaça Santa Terezinha Kraft

Mapa da Cachaça
20/12/2019

domingo, 22 de dezembro de 2019

A Microdestilaria Hof tem uma das maiores linhas de produtos premiadas do Brasil

Nos Estados Unidos e na Europa as destilarias artesanais, ou microdestilarias encontraram a fórmula certa para competir: licores e destilados produzidos artesanalmente em pequena escala foram entrando no foco do consumidor, e forçaram uma “queda de braço” ao longo do caminho. Nos Estados Unidos não faz muito tempo em que você encontrava poucas marcas de bebidas na prateleira de um bar. Atualmente você entra e vê dezenas, até centenas de bebidas e licores diferentes, e muitos deles são de destilarias artesanais.

O projeto da destilaria HOF teve início em 2004 inspirada neste “boom” das microdestilarias americanas e europeias. Ganhou rapidamente a reputação de produzir alguns dos melhores destilados, usando apenas os melhores ingredientes. A destilaria em Serra Negra usa técnicas antigas de mistura e destilação para formular e produzir cachaças, licores e destilados finos e exclusivos.

Um dos principais rótulos "premium" da HOF a Cachaça Alma da Serra recebeu até o momento o maior número de premiações: Medalha de Ouro em 2014 no CMB Concours Mondial de Bruxelles, melhor cachaça premiada pela Revista VIP em 2015,  prata no NYSC New York Spirit Competition e novamente medalha de prata na Expocachaça'2018.

“Receber um prêmio em concursos de qualidade é gratificante. Serve para nos balizar em relação à qualidade geral e em relação a outros produtores, além avaliar aceitação como produto. Os concursos são integrados por especialistas que avaliam de forma profissional um conjunto de características de sua bebida”, comenta o produtor.

Na linha de produtos da Hof estão a cachaça Alma da Serra Branca, descansada em recipientes neutros que não conferem cor a bebida, mantendo-a límpida e transparente, própria para a preparação de drinques. Esta cachaça branca recebeu o Certificado de “Best Silver  Linha da Hof  - cachaças brancas Product – Public Choice, 1ª Cachaça Export Brazilian Spirit”, em evento promovido pela CCCER Câmara de Comércio Exterior de Campinas e Região.

Um London Dry Gin foi desenvolvido em meados de 2017, A empresa decidiu apostar em uma linha inovadora de gins, a fim de atender a alta demanda por produtos brasileiras de alta qualidade nessa categoria de bebidas. Lançou então duas versões: o Minna Marie London Dry, um gim cristal, tradicional, e o Minna Marie Oak Aged,  descansado por algumas semanas em barricas de carvalho. “Vínhamos estudando e pesquisando a respeito do mercado de gim há dois anos. Compilamos bastante material e visitamos algumas destilarias alemãs, país no qual o gim vem tendo uma enorme crescimento e no qual já há mais de 40 fabricantes, dentre os quais um dos melhores em nível mundial, o Monkey 47. Decidimos então pela sua fabricação em virtude da observação do rápido crescimento, o que deveria ocorrer também no Brasil, considerando ainda a ótima apreciação do drinque Gin&Tonic (gim tônica), excepcionalmente refrescante para um país tropical como o nosso. Além disso, nossas instalações são perfeitamente adequadas à sua produção”, detalha Martin.

26ª EXPOCACHAÇA 2016: A Cachaça Alma da Serra descansada em barris de carvalho francês foi premiada com a “medalha de prata”, que identifica uma bebida que se destaca por sua alta qualidade intrínseca, revelando finesse, equilíbrio e expressão acima da média.

EXPOCACHAÇA 2018: Tradicional e importante evento da cachaça nacional .Participamos em stand conjunto com os produtor e s do Circuito das Águas paulista. Recebemos duas medalhas de
prata com a bebida Sortilégio, uma aguardente composta com ervas e especiarias.

O Minna Marie, cuja versão London Dry recebeu a Medalha de Duplo Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas Edição Brasil 2018, apresenta uma receita exclusiva envolvendo 15 botânicos, além das bagas de zimbro e sementes de coentro. Com 44% de teor alcoólico, está disponível em embalagens de 750 ml e 160 ml de bolso.

Nesta mesma edção, nosso licor Trigoni, um licor destilado com café arábica, finas cascas de laranja cortadas à mão, além de ervas, especiarias e frutas secas recebeu uma medalha de prata.









sábado, 5 de outubro de 2019

Como foi o 1º Bar Convent no Brasil e quais as perspectivas para o mercado da cachaça?

O Bar Convent surgiu em Berlim em 2007 e se consolidou como uma das maiores feiras B2B do setor. Em 2019, chega ao Brasil mostrando o momento promissor do mercado de destilados no país.

O MERCADO BRASILEIRO DE SPIRITS

O Bar Convent (BCB), uma das mais importantes feiras de bebidas e bares do mundo, surgiu na Alemanha em 2007 e 11 anos depois teve sua primeira edição fora da Europa. Após ser adquirido pela Reed Exhibitions, o BCB chega aos EUA (Bar Convent Brooklyn) em junho de 2018.

Em 2019, São Paulo foi escolhida como cidade sede num evento realizado nos dias 17 e 18 de junho. A definição do Brasil como mais uma casa do evento reflete a confiança dos organizadores nas recentes transformações no mercado de destilados no país.

Bar Convent pelo mundo (BCB)

Um sinal para o setor: depois de Berlim e Brooklyn, São Paulo é a mais nova casa do Bar Convent

O brasileiro está acostumado a beber cachaça industrializada, sendo esse consumo responsável por 70% do mercado e fazendo da cachaça a maior categoria de spirits do país com o consumo de 71 milhões de caixas em 2017. Esse número é sete vezes maior do que a segunda maior categoria: vodca.

Apesar da popularidade das cachaças industrializadas, o mercado passa por uma recente premiumização. A tendência leva ao crescimento de marcas premium, artesanais e novas opções envelhecidas – não apenas para cachaça, mas para toda um leque de destilados como gim, rum, uísque e outras aguardentes. Cientes do aumento na busca por inovação, criatividade e qualidade, e para não perder espaço para marcas importadas, produtores de cachaça estão lançando rótulos premium e empreendendo na criação de novas categorias, como gins e runs nacionais.

O gim, destilado queridinho do momento, teve em 2017 crescimento de 66% com 1.8 milhão de litros. Para 2012, se estima que a categoria terá 5% do mercado nacional com crescimento de 17% ao ano. O primeiro gim brasileiro foi lançado em 2016, com a marca Virga da empresa Espíritos Brasileiros, e atualmente já são mais de 50 opções nacionais disponíveis no mercado.

Um fator importante que acompanha o desenvolvimento de novas marcas está na emergente cena da coquetelaria em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Os principais bartenders do país estão começando a experimentar essas novas opções premium como parte de seu repertório de ingredientes. A evolução natural é que essas marcas presentes no bar chegarão aos consumidores cada vez mais exigentes e especializados – gerando maior demanda de consumo para quem quer “beber menos, mas beber melhor”.

BAR CONVENT COMO JANELA DE EXIBIÇÃO DAS MARCAS PREMIUM

O Bar Convent São Paulo mostrou que estamos numa fase de investimentos expressivos de marcas nacionais e importadas, mesmo quando o mercado não esteja preparado ainda. Apesar dos investimentos, ainda são poucos os distribuidores capazes de absorver e ajudar no desenvolvimento da categoria de destilados artesanais, geralmente marcas ainda desconhecidas pelo grande público e com uns preços mais elevados. A grande contribuição de eventos B2B como Bar Convent São Paulo está em criar demanda e conectar marcas com uma nova geração de distribuidores, bartenders, representantes comerciais, sommeliers, donos de bares e restaurantes e outros profissionais do setor.

Uma primeira onda de novos produtos nacionais e importados ajudarão na “premiumização” da categoria de spirits no Brasil. Marcas de gim, rum, uísque, tiquira, cachaça, bitters vão se fortalecer com o aumento da oferta de bons produtos, com a especialização dos profissionais e, consequentemente, ajudarão na expansão do mercado consumidor. Durante o BCB, tivemos em dois dias um gostinho disso tudo em um evento bem organizado, com marcas e profissionais de várias partes do mundo e uma sensação de que estamos num momento de mudanças positivas.

A CACHAÇA NO BAR CONVENT SÃO PAULO

Seguindo a tendência de crescimento das marcas premium, o grande destaque do BCB 2019 em São Paulo foram as marcas de cachaça chamadas de artesanais. Weber Haus, Wiba!, Gouveia Brasil, San Basile e HOF exemplificaram bem o momento do destilado nacional: produtores investindo pesado em criar portfólio de qualidade e em ações de marketing para promoção de seus produtos.

As marcas de cachaça das multinacionais como Campari (Sagatiba), Diageo (Ypióca) e Bacardi (Leblon) não tiveram destaques no primeiro Bar Convent brasileiro, mas concentraram seus esforços na positiva ação chamada Experiência Pura – um hub de diversas marcas de cachaça, das locais às grandes multinacionais, com objetivo de representar a categoria. O estante era dividido em três salas com o objetivo de mostrar ao público os valores ligados ao destilado brasileiro e a importância da sua valorização.

As palestras sobre cachaça em 2019 no Bar Convent

Felipe Jannuzzi e Nina Bastos apresentaram o conceito de Escolas Cachaceiras no Tasting Room. Maurício Maia e Isadora Fornari fizeram uma bela abordagem antropológica e histórica sobre a cachaça no Brasil. O bartender Derivan Souza e Paulo Leite falaram sobre o Rabo de Galo, um dos coquetéis mais consumidos no Brasil e um potencial grande difusor do uso da cachaça na coquetelaria. A bartender Néli Pereira apresentou sua pesquisa sobre garrafadas e infusões com diferentes botânicos nacionais.

Como foi o 1º Bar Convent no Brasil e quais as perspectivas para o mercado da cachaça?
27 de 06 de 2019 - PUBLICADO POR: Mapa da Cachaça

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Cachaça maturada em barris do famoso tennessee whiskey do mundo

O mercado de bebidas no Brasil e, principalmente no que diz respeito à cachaça, é repleto de dinamismo e novas experiências para promover produtos ainda melhores aos seus apreciadores. A Microdestilaria HOF trouxe ao mercado uma mistura que resultou em uma bebida que promete ser tendência no segmento: a Cachaça com Whiskey.

Com o nome de HOF – Alma da Serra Tennessee, envelhecida em barris de carvalho americano produzidos pela mesma destilaria que faz o mais famoso Whiskey americano. Esses tonéis são utilizados apenas uma única vez para maturar o whiskey, depois são vendidos para diversos lugares.

A Microdestilaria HOF adquiriu um lote de seis barris importados pela Tanoaria Espanha em 2016, eles foram preenchidos com uma cachaça cuidadosamente bidestilada em alambique de cobre tipo pot still há exatamente tres anos, sem qualquer mistura ou adição de cachaça nova, o que lhe faz uma bebida Premium Especial. O resultado é um sabor singular, capaz de proporcionar experiências sensoriais únicas.

“Estamos trazendo ao mercado uma cachaça diferenciada, uma proposta que promete ser tendência no segmento, utilizando barricas que envelheceram outras bebidas e se apropriar de suas sensações, criando sabores únicos e oferecendo uma nova experiência etílica”, afirma o sócio-proprietário da Hof Microdestilaria, Martin Braunholz.

Mercado

O mercado de cachaça é um setor que vem mostrando crescimento acelerado e bastante representativo para a economia brasileira. O segmento de cachaça é o segundo maior de bebidas alcoólicas no país, atrás apenas da cerveja.

Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), o Brasil atingiu em um único ano o faturamento de quase R$ 6 bilhões e produção de 500 milhões de litros de cachaça. O mercado já contabiliza mais de 40 mil produtores alocados, principalmente, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Deste número, 99% são representados por micro empresas.